terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Mineração vai gerar 10 mil empregos no norte e Jequitinhonha

Mineração vai gerar 10 mil empregos no norte e Jequitinhonha

Investimentos serão de R$ 8 bilhões, nos próximos 5 anos

Exploração de minério de ferro, na serra dos Carajás, no Pará
O Secretário de Desenvolvimento Econômico de Minas, Paulo Sérgio Machado, garante que a nova Fronteira Mineral, no Vale do Jequitinhonha e norte de Minas, vai gerar 10 mil empregos diretos e indiretos, transformar a economia e desenvolver a região de 21 municípios. De Grão Mogol  a Salinas, de lá a Taiobeiras,  Rio Pardo de Minas e Riacho dos Machados. Todos os outros municípios circunvizinhos terão benefícios do  megaprojeto de exploração do minério de ferro, que prevê investimento de R$ 8 bilhões, somente nos 5 primeiros anos.
A Geosol, uma das principais empresas de pesquisa mineral, aponta para uma das maiores concentrações de minério de ferro do país, que possui a quinta maior reserva do mundo, com um total estimado de 40 a 50 bilhões de toneladas. Esta empresa está a serviço de grupos como o cazaquistanês  Eurasian Natural Resources Corporation (ENR), o canadense Carpathiand Gold Inc e a brasileira Votorantim Novos Negócios, controladoras das minerasdoras Minas Bahia (Miba), Riacho dos Machados  e Sul Americana de Metais (SAM), além da também brasileira Vale.
O Secretário Sérgio Machado acredita que a mineração trará infra-estrutura para o entorno e arrumará a casa para a entrada de outras empresas. “Os investimentos são altos e com planejamento é possível melhorar a situação e atrair mais capital”, afirma.
Há uma aposta na construção de um projeto verticalizado que atenda às necessidades do mercado e, ao mesmo tempo, esteja alinhado à capacitação e qualificação profissional oferecida aos moradores.
A empresa chinesa Honbridge Holding cresceu o olho nestas riquezas e se aliou à SAM. Ela investe no Projeto Vale do Rio Pardo R$ 3 bilhões para extração de 25 milhões de toneladas por ano de minério de ferro.  
Faz parte dos planos um mineroduto de cerca de 500 quilômetros que cortará 22 municípios mineiros e baianos, além de uma área portuária na Bahia. Ele servirá para transportar o minério de ferro em forma de polpa. Segundo estas empresas, uma estrada de ferro inviabilizaria o empreendimento, porque elevaria de U$ 0,80 para U$ 15 o transporte de tonelada do minério.
Já para o presidente da ENRC no Brasil, José Francisco Martins Viveiros, à frente da MIBA, a opção é pela ferrovia, pela sinergia com o projeto da Pedra de Ferro, da controla Bahia Mineração (Bamin), em Caitité (BA), com investimentos de US$ 2,5 bilhões. Ele tem a missão de implantar o empreendimento da Bramin, que envolve mina, ferrovia e porto, como o do Vale do Jequitinhonha, no norte de Minas.
A multinacional comprou uma reserva com potencial de 1,5 bilhão de toneladas de minério de ferro na região de Salinas, Porteirinha e Rio Pardo de Minas, mas não divulga investimentos.
Não é muito diferente na Vale. A empresa vai destinar R$ 560 milhões, de 2012 a 2014, para as reservas de Serranópolis, de Minas, Riacho dos Machados, Rio Pardo de Minas e Grão Mogol. A expectativa é iniciar as operações em 2013.
As pesquisas para levantamento das reservas apontam um potencial de produção da ordem de 600 mil toneladas por ano de minério de ferro. O mineral será escoado por rodovia até o pátio de embarque da Ferrovia Centro Atlântica (FCA), controlada pela Vale, em Porteirinha.   De lá, seguirá por ferrovia até o porto de Aratu, em Salvador.
Os prefeitos na região também preferem a construção de ferrovia pois o dano ambiental é bem menor, além de trazer benefícios para as cidades que forem cortadas pela estrada de ferro.
Se tudo vingar, gestores de cidades como Grão Mogol e Padre Carvalho – que vivem praticamente do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), cuja distribuição dos recursos é feita de acordo com o número de habitantes – terão nos cofres públicos recursos como nunca sonharam ter. Isso porque 65% do recolhimento da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM) é direcionado para o município. Outros 23% vão para o Estado e 12% para a União.
Criado para compensar os danos ambientais inerentes à atividade, esse dinheiro só pode ser aplicado em educação, saúde, saneamento básico e meio ambiente.    

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