domingo, 18 de dezembro de 2011

Só 56 cidades terão sistema que alerta risco de chuvas

São Paulo. A chegada da temporada de chuvas promoveu uma semana agitada por parte dos órgãos governamentais, que apresentaram estratégias para evitar desastres como deslizamentos de terra e enxurradas entre dezembro e março de 2012.

O foco das ações será concentrado no Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). Segundo Carlos Nobre, diretor do Cemaden e secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento (Seped), o centro começou a funcionar durante 24 horas, desde a meia-noite de ontem, e abrange inicialmente apenas 56 cidades e deve incluir outros 34 municípios até abril de 2012.

Os alertas possuem quatro níveis de risco: leve, moderado, alto e muito alto. "O risco diz respeito apenas a áreas onde moram pessoas. Não vale para zonas rurais", explica Nobre. Os dois níveis mais alarmantes são usados quando o volume de chuva em uma região de risco aumenta em um período curto, como uma hora, ou fica acima da média para um trecho de dois a três dias.

Para montar um alerta, os dados de mapas de risco com informações geológicas e hidrológicas são cruzados com as cartas geradas por institutos de previsão de tempo. Quando uma região com risco elevado de incidentes ,como deslizamentos e enxurradas, é visitada por frentes frias que podem gerar pancadas de chuvas, o aviso é emitido. "A ação precisa ser sempre antecipada", diz Nobre. "Antes do risco alto se concretizar, o alerta é enviado para que os municípios e os órgãos de defesa possam monitorar a situação e agir quando preciso.

Integração
Confira a lista de Estados integrados à 1ª fase de operações do Cemaden:
Minas Gerais (Belo Horizonte, Contagem, Ibirité, Juiz de Fora e Ouro Negro); Espírito Santo (8 cidades); Paraná (4); Rio de Janeiro (12); Rio Grande do Sul (5); Santa Catarina (11) e São Paulo (11).
Ocupação
Risco de desastres continua real
Sao Paulo. Para Márcia Seabra, meteorologista do Inmet, apesar das ações de prevenção, o risco de desastres naturais é real. "Provavelmente vai ter deslizamento, vai ter alagamento", afirma ela, que destaca o problema da ocupação irregular de áreas urbanas como um dos muitos fatores que contribuem para que as chuvas se transformem em desastres naturais.

No verão, o Sudeste costuma sofrer com chuvas rápidas, localizadas em áreas pequenas, como bairros, e fortes. São causadas pelo aquecimento e pela umidade na atmosfera, que aumentam a partir do dezembro com o volume maior de energia térmica do sol. Elas ainda podem ser causadas por uma faixa de nuvens que se estende desde a região amazônica e vai até o Sudeste em direção ao oceano Atlântico.

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